Tá difícil ser eu...

"Tem hora que bate uma tristeza tão grande
Que eu não sei o que fazer e nem pra onde ir
Tem tanta coisa que eu queria dizer
Mas não tem ninguém pra ouvir
Eu choro
Sem ninguém ver
Eu choro"

 

Se eu pudesse me traduzir em canção, hj, com certeza, esta do Fábio jr, me traduziria. Tô num daqueles dias em q o meu quarto é meu único habitat, que meu travesseiro é meu melhor amigo e a música é minha companhia. Não quero falar com ninguém, nem mesmo ouvir. Celulares desligados, porta trancada... só meus pensamentos e eu... só uma vida pra pensar... só um coração pra acalentar... só... só...

bjos muitos muitos

O perdão

 

 

 

Quando é que se reconhece a grandeza do ser humano? Não é quando ele dá esmola para o menino de rua, quando pára o carro em frente à faixa de pedestre ou quando oferece carona num dia de chuva. Essas atitudes reforçam para nós mesmos a idéia de que, sim, somos gente fina. Mas é fácil ser gente fina reproduzindo atitudes padrão. Difícil é ser grande diante do assombro, diante do inesperado, diante do desconhecido.

Acho que entre todos os grandes gestos, o perdão é o maior deles. Em primeiro lugar, o perdão é fruto do erro de alguém, e quanto maior este erro, maior a grandeza de quem, atingido, se dispõe a passar por cima da própria dor e levar a vida adiante. E o perdão torna-se ainda mais digno porque ninguém se prepara para perdoar. É mentira quando alguém diz: eu perdôo tudo. Este tudo não pode ser mensurado previamente. Não se sabe de antemão o tamanho do golpe. Não se pode prever nossa reação diante do difícil reconhecimento de que alguém falhou conosco.

É fácil desculpar um atraso, um esbarrão, um esquecimento, mas o tamanho do perdão é proporcional ao tamanho do erro: estes são exemplos de perdões fáceis, corriqueiros. Difícil é perdoar o trágico.

O Papa João Paulo II perdoou o turco que lhe deu um tiro anos atrás. O Papa é o representante maior de Deus na terra, não se espera dele outra atitude, ainda que tenha surpreendido muita gente. Mais surpresos ficamos com aqueles que não vestem nenhum tipo de batina e também perdoam os que tiraram a vida de seus irmãos, filhos, pais. Eles não aceitam, mas compreendem. Compreendem a miséria humana, compreendem as atitudes impensadas. São considerados perdedores por causa disso. E nós, ganhamos o quê não compreendendo?

O perdão é prova de entendimento absoluto, principalmente de si mesmo. Não perdoar é isolar o outro, perdoar é entrar no jogo com ele, participar do problema, e não julgá-lo como se estivéssemos imunes à mesma fraqueza. O perdão é o gesto mais elevado que há. Tão elevado que poucos chegam lá.

 

Mais uma vez Jeri...

Fui para Jericoacoara no sábado de aleluia. Estava indisposta devido às duas noitadas anteriores, mas como era “JERI” e eu sou apaixonada por este lugar, não resisti.

Engraçado como sempre que tô vivendo um momento confuso, acabo parando em Jeri. Deve ser pq me sinto como se fosse uma coisa nata, fizesse parte de mim... Olhar esse mar e pensar, pensar, me transmite a paz q tanto busco. Cada vez q vou lá é como se fosse a 1ª vez. Descubro mais sobre mim, fico olhando o horizonte e percebo q em mim há mais mistérios do que o mar... Todo aquele infinito é minúsculo comparado ao que guardo em mim...

Pena ter sido uma viagem rápida, sem direito a mais uma vez contemplar o pôr-do-sol mais fascinante do universo. Td bem, como diz um amigo: Jeri é bem ali! Volto lá qualquer dia desses pra contemplar o pôr-do-sol, o amanhecer do dia, o infinito mar e descobrir mais de mim do que eu um dia possa supor.

 

Bjos muitos muitos

 

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